Quem curte o Vogue, mora aqui em BH e descobriu essa cena underground recentemente teve um ano eletrizante em 2015. Somos a primeira cidade da América Latina a ter uma festa de Vogue regular, com runway e batalhas de dança. Aqui nasceu o Trio Lipstick, referência nacional em Vogue, Waacking e Stiletto, que eleva o Vogue dançado aqui a um patamar profissional. E BH foi palco do primeiro festival brasileiro do estilo, o BH Vogue Fever, que trouxe pessoas de outros estados e países.

Se você não é daqui ou não pode ir a todas as batalhas e apresentações, segure a pose e acompanhe os 10 momentos arrepiantes desse ano todo feito FOR THE BENEFIT OF THE CAMERA!

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10. Esta capa de jornal

Foto: Dila Puccini | Galpão Cine Horto - Reprodução | Jornal O Tempo

Foto: Dila Puccini | Galpão Cine Horto – Reprodução | Jornal O Tempo

Essa bunda já é uma lenda da cidade. O que dizer depois disso? Apenas que Bala Perdida venceu 6 dos 8 runways do ano e o Best Look do BH Vogue Fever.

9. HOLA MI BRASILEIRO E BRASILEIRA

 

Faltando poucos dias para a chegada do mestre Archie Burnett à nossa Belô, recebemos este vídeo diretamente de New York! Yeah baby!

 

8. A flexibilidade da House of Keller

BH Vogue Fever - Mati Keller - Dila Puccini (6)

Foto: Dila Puccini | Galpão Cine Horto

O BH Vogue Fever foi internacional não só pela presença de Archie, mas também de Mati e Martha Keller, representando a House of Keller, de Santiago, Chi chi chi! Le le le! Pela foto dá pra ver que eles não brincaram em serviço: Mati levou a medalha de Best Runway da noite.

7. Catwalk Invasion

O BH Vogue Fever não foi só festa. Nos workshops, Archie dividiu com os alunos o conhecimento de quem viveu a cultura Vogue no seu epicentro. Mestre autodidata, ele esteve nas balls por onde passaram lendas como o próprio Willi Ninja.

Dizer que Archie Burnett é legendary significa que ele é parte essencial da cena do Vogue há décadas e continua vivendo desta arte e desta experiência. Nestes três dias de aulas, não aprendemos só Vogue, Waacking e Hustle, mas também o valor de quem é Lenda sem perder a humildade.

BH Vogue Fever - Archie Burnett - Tetê Moreira

Foto: Tetê Moreira

BH Vogue Fever - Archie Burnett - Tetê Moreira

Foto: Tetê Moreira

6. Este refrão

Em novembro, nosso babado foi na rua, em um dos polos da cultura de rua em BH e ao lado de parceiros que fizeram um show muito especial – o Duelo de MCs. Ninguém sabia ao certo como seria fazer um freestyle de Vogue junto com o improviso do MC. A demonstração do Lipstick foi fundamental para que compreendêssemos o que o júri esperava dos competidores. Chapinha e Heleninha Roitman protagonizaram a final, em que Heleninha venceu ao som das rimas de Bárbara Sweet.

 

5. Feministas dominando a final do Duelo de MCs Nacional

 

Um palco marcado por tantas lutas pelo espaço público também tem seus machismos e seus preconceitos. É por isso que representatividade importa! Nossas musas do Lipstick foram convidadas pela Bárbara Sweet para dar um recado simples: vai ter feminista no Duelo de MCs sim! E se reclamar vai ter mais!

 

Foto: Pablo Bernardo | Indie BH

Foto: Pablo Bernardo | Indie BH

4. O signature move do Campeão Nacional

Fotos: Dila Puccini | Galpão Cine Horto

Fotos: Dila Puccini | Galpão Cine Horto

Chegou calado. Lacrou na pista. Levou o troféu.

Henrique Alves veio sozinho de Brasília, onde já desenvolve trabalhos com Vogue e Waacking. Seu jeito calado não enganou os observadores: quando tomou a pista, Henrique distribuiu técnica e carão, coordenou catwalks e dips, passos tradicionais do vogue femme, com momentos de old way, new way e acrobacias! Venceu batalhas memoráveis contra Mati Keller (Chile) na semifinal e Félix Pimenta (SP) na final.

Sua passagem pelo BH Vogue Fever foi nada menos que inspiradora. O Campeão Nacional teve uma trajetória emocionante naquela noite e foi embora provando que o Vogue dançado no Brasil é bonito de se ver! Você pode ver mais lacração do Henrique Alves neste vídeo.

3. #JusticeForChapinha

Foto: Bruna Brandão | Dengue Final

Foto: Bruna Brandão

Não dá pra lembrar exatamente em que edição apareceu Lázaro dos Anjos. Ele começou a duelar lá pelo meio de 2014 e não teve um começo fácil. É impressionante que, mesmo no espaço que deveria ser um porto seguro, uma celebração da diversidade, ele tenha sofrido preconceito.

Só que Chapinha, como é conhecido na pista, não pediu licença pra ninguém e se tornou um dos compeditores mais frequentes. De repente, a festa não fazia mais sentido sem ele. Como se não bastasse o Best Vogue 2014, a sua vitória na Final de 2015 calou a boca das inimigas.

Do ponto de vista técnico, sua performance evoluiu vistosamente duelo após duelo, incorporando um dos aspectos mais importantes deste estilo, que é a fidelidade ao beat da música. Além disso, uma das marcas de sua passagem são os looks ousados e costurados por ele mesmo. Os iniciados vibraram com a referência ao icônico reveal de Violet Chachki. Nessa final, ele não só defendeu o cinturão como honrou a hashtag #JusticeForChapinha.

 

Fotos: Bruna Brandão | Dengue Final

Fotos: Bruna Brandão

2. O que ocorre neste vídeo aos 2min44

 

Na tradicional e memorável apresentação dos jurados, o público veio abaixo quando Archie levantou do sofá para dançar ao lado das meninas do Lipstick.

 

1. Esta batalha

Um empate. Uma aula de lacração que resultou na foto do ano, que dispensa mais explicações.

 

Foto do ano: Bruna Brandão

Foto do ano: Bruna Brandão

Foto de destaque: Trio Lipstick e Archie Burnnet no BH Vogue Fever, setembro de 2015 (Glaydson Oliveira | Trio Lipstick)

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